9 JULHO

Local:

Associação MIAU 

Photo du profil de Miau Associação Cultural
 

 

Morada : Espaço Alvito, Bairro do Alvito (Edifício Central), R/C Dt.º, 1300-052 LISBOA

 

Que tal, uma tarde com projecção de um documentário sobre a ética à mesa, seguido de debate
acabando numa degustação de um jantar ético :)?
 
Para quem gostou e quer repetir a cozinha ética do Earth Fest
OU para quem não foi, ficou curioso e com vontade de provar.
Todos os ingrediente são mais que biológicos, são ÉTICOS!
 
 
Ementa provisória
 
Vinho biológico
Refresco artesanal, de limão de Chão Sobral
Pão artesanal do Souto Queimado e azeitonas de Chão Sobral
Sopa de legumes
Atum dos Açores, arroz de verduras ou risotto verde com salada silvestre e trigo sarraceno germinado
Fruta da época ou Sobremesa sem açucar processado
Chá de alecrim e limão ou Cevada
 

Cada refeição  10€

Crianças até aos 12 anos 5€
 
Por reserva, até 5 de JULHO
 
Filme às 17h
Debate às 18h30
Jantar 20h

(clique na imagem acima para ver o filme)

Alface do centrodeconvergencia no Vimeo.

Em 2012, colaborámos com o Centro de Convergência para a realização do documentário "Alface", que apresenta um olhar dos habitantes da Aldeia das Amoreiras sobre os seus espaços verdes junto de casa e quintais no interior da aldeia.

"O que gosta mais aqui na sua horta?
Esta foi uma pergunta que iniciou várias conversas na Aldeia das Amoreiras, uma pequena aldeia no interior do concelho de Odemira.

Enquanto se cavam as batatas ou se colhem alfaces, a aldeia vai se mostrando, quintais adentro, entre a hortaliça, nos frutos das suas árvores, no fluxo das suas águas, nos seus animais. Revelam-se técnicas usadas na horta e o jeito especial de quem as faz, ao ritmo do seu dia-a-dia.

 

"O prazer de cuidar e estar na horta, o conhecimento dos habitantes de uma aldeia.

É comum que entre hortelões surjam conversas entusiasmadas sobre as suas hortas, as técnicas que usam e o que conseguem delas tirar. Foi este entusiasmo que quisemos registar. E foi também o olhar para o vídeo como um processo em que se valorizam conhecimentos, produzindo uma reflexão e gerando empatias a partir do exercício de ver e ser visto. A Aldeia das Amoreiras tem vivido desde 2010 um processo de participação com o objectivo de criar uma Aldeia das Amoreiras de Sonho ou uma Aldeia das Amoreiras Sustentável. Neste contexto, surge o vídeo como uma forma de valorizar os seus habitantes e o seu conhecimento numa época de transição de uma sociedade desintegrada do seu ambiente natural para uma época em que este conhecimento volta a ser importante.

No intuito de aprofundar a relação com os vizinhos da aldeia, fomos perguntar-lhes como eles vêem as suas hortas, entrando nos seus quintais fomos indagando como a aldeia se vê por dentro."

 Mais algumas fotos durante os dias das filmagens pela seguinte ligação:

https://picasaweb.google.com/101754882687596992593/DuranteAsFilmagensParaONovoFilme#

Fotos do Centro de Convergência:

https://picasaweb.google.com/101754882687596992593

Entre 2010 e 2013, elementos da equipa Perma D – André Vizinho, Filipa Santos, João Gonçalves, Jorge Crespo e Maurício Umann colaborou com o Centro de Convergência para produzir o livro “Amoreiras – Permacultura para uma Aldeia”.

Tem por base o trabalho de desenvolvimento local e animação sociocultural iniciado pelo Centro de Convergência nos anos anteriores e teve lugar no âmbito do Projecto Aldeia Sustentável coordenado por André Vizinho e Sara Serrão.

No livro são apresentadas as linhas gerais para o desenvolvimento de um projecto de permacultura para a Aldeia das Amoreiras no concelho de Odemira.

Desde 2016, o livro pode ser conhecido no seu formato digital através da ligação:

https://www.researchgate.net/publication/298793337_Amoreiras_-_Permacultura_para_uma_Aldeia

 

“O objectivo principal é pensar uma Aldeia das Amoreiras sustentável e feliz para os que nela vivem e para os que nela virão habitar no futuro…”

Um exaustivo e minucioso exercício de design em permacultura aplicado a uma aldeia, o que significa que é adaptável a qualquer aldeia do nosso país.

Editado em Outubro de 2014, o livro foi apresentado pela primeira vez na Convergência de Permacultura no Fundão no dia 26 de Outubro.

E esteve lá à venda.

Para obter o livro, pelo valor de 20 euros, escreva para

andrevizinho @ gmail.com

 

Ligações externas relacionadas:

GAIA Alentejo https://gaiaalentejo.wordpress.com/

Centro de Convergência  https://centrodeconvergencia.wordpress.com

Jorge Crespo http://monte-aton.org/

Maurício Umann http://www.ofojo-permaculture.org/

 

 

 

 

 

 
 
 

 

Ecologia | Eco Projectos | Agroecologia | Permacultura | em Portugal

Eco Aldeia de Janas - Sintra | http://ecoaldeiajanas.org/

Permacultura na Serra do Açor | http://permaculturinginportugal.net/blog/

Rede de Trocas Estrela - Serra da Estrela | http://estrela.eco-beira.org

Quinta do Vale da Lama - Algarve | http://www.valedalama.net/

Chão Sobral


Ecologia | Eco Projectos | Agroecologia | Permacultura | pelo Globo

Permacultura Mediterránea | http://permamed.org/

Quintas Poliface - Estados Unidos da América | http://www.polyfacefarms.com/principles/

Agricultura Regenerativa Ibérica | http://regenagiberica.com/

Linea Clave Espanha | http://www.lineaclave.org/web/

Regrarians Austrália | http://www.regrarians.org/

Geoff Lawton Free Permaculture Videos | http://geofflawton.com/

Filme An Ecology of Mind | http://www.anecologyofmind.com/

International Bateson Institute | http://www.internationalbatesoninstitute.org/

Centro de Ecologia Integral | http://www.integralecology.org

https://www.facebook.com/TheMobiationProject

"Comida que nunca acaba" / Permacultura no Malawi | http://www.neverendingfood.org/

Nyumbani - Kenya | http://www.nyumbani.org/about-us

 

 

Eco Produtos

Têxteis http://www.remei.ch/en/

 

 

---- página em construção ---

Sistemas de Permacultura são processos de aprendizagem e colaboração com a Natureza para transformar comunidades e o seu território.

Os ciclos e os padrões naturais, os princípios éticos e de design ecológicos são a referência para a implementação de estratégias orientadas para a produção no curto e médio prazo e para o sustento das próximas gerações.

No seu desenvolvimento, os sistemas de permacultura regeneram o solo, melhoram a infiltração da água da chuva, reciclam excrementos e urina, produzem agro-biodiversidade, são apoiados pela tecnologia, produção e ofícios artesanais, e vivem das relações de entreajuda ao nível da Freguesia e Município, ou comunidade bioregional.

Mas as áreas de influência e de trabalho, não são apenas o território físico de forma direta, são também, por exemplo, os processos de gestão partilhada e de acesso à terra, a educação, a saúde, os edifícios e infraestruturas, os acessos, o recreio (turismo) e as estratégias de comunicação e para o escoamento de produção.

Por exemplo, o princípio da Diversidade pode concretizar-se em frutos e alimentos para pessoas e animais. (ver Agroecologia)

Mas, é ainda mais crucial a quantidade e a qualidade de relações benéficas que se criam entre oportunidades sazonais, condições ambientais e geográficas, entre as plantas, animais, micro-organismos e elementos não vivos, como as estradas, vedações e casas, pois é destas relações, específicas ao local, que resulta a produtividade e a eficiência do sistema como um todo.

Um outro exemplo, a tração animal é um elemento ecológico para o sustento e o futuro das próximas gerações, porque não polui, nem depende do petróleo nem dos interesses de empresas que patrocinam a militarização do mundo para garantir a sua posse.

É urgente aprendermos com as pessoas que ainda trabalham desta maneira.

Foto: Oficina de Permacultura com tração animal na Aldeia das Amoreiras,

organizada pelo Centro de Convergência. (Foto de João Gonçalves, 2012)

 

Ligações para sítios externas:

Permacultura Global http://permacultureglobal.org/

Permacultura News http://www.permaculturenews.org/

Permies http://permies.com/

Blue Mountains Permaculture http://www.bluemountainspermacultureinstitute.com.au/

iPermie.com http://www.ipermie.net/college.html

Permacultura na Serra do Açor - Portugal
http://permaculturinginportugal.net/blog/

"Comida que nunca acaba" / Permacultura no Malawi
http://www.neverendingfood.org/

Foto ilustração dos princípios de design em permacultura https://plus.google.com/photos/101754882687596992593/albums/5612454776047953025

 

Uma introdução à Permacultura

O conceito "permacultura", exposto pela primeira vez em livro em 1978 na Austrália por Bill Mollison e David Holmgren (à época, o primeiro, professor na universidade e o segundo, estudante de design ambiental), uniu os termos "permanente" e "agricultura". Designava um novo sistema interdisciplinar de design / planeamento ético, ecológico e funcional, para a escala humana e local. No cerne estavam os imperativos éticos de consciência e de responsabilidade pessoal perante a exploração e destruição da Terra, resumidos na seguinte interrogação: "Os nossos filhos e netos vão herdar um planeta em melhor estado do que aquele que nós encontrámos?". Reflecte uma atitude que rejeita a organização económica apenas orientada para a maximização do lucro financeiro.

 

A permacultura integra alternativas aos sistemas produtivos de escala industrial, que dependem do transporte de quantidades massivas de energia e de “matéria-prima” de um continente para outro. A evolução do sistema de produção permacultural tem como sustento o ritmo da fotossíntese e do crescimento dos diversificados elementos biológicos, em vez de estar dependente da insustentável, ineficiente e poluente indústria do petróleo e dos seus derivados combustíveis, fertilizantes e pesticidas.

 

Conceptualmente centrada na regeneração da terra e na gestão ecológica e multi-funcional dos elementos vivos e materiais de um território, durante os anos 80, a permacultura passou abranger os sistemas que satisfazem outras necessidades humanas básicas numa dada bio-região: saúde, educação, finanças, economia, organização comunitária, jurisdição e política. Permacultura passou a significar um sistema de planeamento que visa uma "cultura-permanente", além de uma "agricultura-permanente".

 

A abordagem sistémica permeia todas as fases do processo de planeamento. Os métodos e valores centrais implicados são: observar extensa e perspicazmente; identificar padrões naturais e trabalhar com eles e não contra eles; ampliar as vias de retro-alimentação para constante ajustamento; integrar e relacionar os elementos que suprimem as necessidades uns dos outros; maximizar a re-utilização e a multi-funcionalidade de cada elemento; diversificar a origem de cada bem essencial; cooperar, actuar e pensar globalmente e localmente; valorizar processos marginais; não produzir desperdício; criar sistemas que tendem para a auto-regulação; obter o máximo rendimento com a mínima intervenção; assistir às necessidades urgentes e básicas das pessoas e das comunidades; transformar problemas em soluções; eco-literacia, entre outros.

 

O efeito em rede, iniciado pelas ligações entre permacultores nos anos 80, é amplificado para a escala planetária na era da Internet. Os desafios para a permacultura também são desta escala e não param de aumentar: perda de biodiversidade, desertificação, acesso à água e contaminação dos rios e lençóis freáticos, alterações climáticas e maior frequência de fenómenos meteorológicos extremos, aumento da toxicidade na cadeia alimentar, pico do petróleo, crescimento demográfico e do desemprego, injustiça ecológica e social.

 

João Gonçalves

Chão Sobral

19 Março 2015