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Sistemas de Permacultura são sistemas éticos e ecológicos que estão orientados para o sustento e o futuro das próximas gerações.

À partida, regeneram o solo, produzem biodiversidade e produzem relações de entre ajuda na comunidade.

Mas as áreas de influência são também, por exemplo, a educação, a saúde, os edifícios, os acessos e as estratégias para o escoamento de produção.

Por exemplo, a diversidade pode tomar a forma de frutos e alimentos para pessoas e animais. (ver Agroecologia)

Mas, é ainda mais crucial a quantidade e a qualidade de relações benéficas que se criam entre condições ambientais e geográficas, entre as plantas, animais, micro-organismos e elementos não vivos, como as estradas, vedações e casas, pois é destas relações, específicas ao local, que resulta a produtividade e a eficiência do sistema.

Um outro exemplo, a tração animal é um elemento ecológico para o sustento e o futuro das próximas gerações, porque não polui, não depende do petróleo e dos interesses de empresas que patrocinam a militarização do mundo para garantir o seu acesso.

É urgente aprender o conhecimento das pessoas que ainda trabalham desta maneira.

Foto: Oficina de Permacultura com tração animal na Aldeia das Amoreiras, organizada pelo Centro de Convergência. (Foto de João Gonçalves, 2012)

 

Ligações para sítios externas:

Permacultura Global http://permacultureglobal.org/

Permacultura News http://www.permaculturenews.org/

Permies http://permies.com/

Blue Mountains Permaculture http://www.bluemountainspermacultureinstitute.com.au/

iPermie.com http://www.ipermie.net/college.html

Permacultura na Serra do Açor - Portugal
http://permaculturinginportugal.net/blog/

"Comida que nunca acaba" / Permacultura no Malawi
http://www.neverendingfood.org/

Foto ilustração dos princípios de design em permacultura https://plus.google.com/photos/101754882687596992593/albums/5612454776047953025

 

Uma introdução à Permacultura

O conceito "permacultura", exposto pela primeira vez em livro em 1978 na Austrália por Bill Mollison e David Holmgren (à época, o primeiro, professor na universidade e o segundo, estudante de design ambiental), uniu os termos "permanente" e "agricultura". Designava um novo sistema interdisciplinar de design / planeamento ético, ecológico e funcional, para a escala humana e local. No cerne estavam os imperativos éticos de consciência e de responsabilidade pessoal perante a exploração e destruição da Terra, resumidos na seguinte interrogação: "Os nossos filhos e netos vão herdar um planeta em melhor estado do que aquele que nós encontrámos?". Reflecte uma atitude que rejeita a organização económica apenas orientada para a maximização do lucro financeiro.

 

A permacultura integra alternativas aos sistemas produtivos de escala industrial, que dependem do transporte de quantidades massivas de energia e de “matéria-prima” de um continente para outro. A evolução do sistema de produção permacultural tem como sustento o ritmo da fotossíntese e do crescimento dos diversificados elementos biológicos, em vez de estar dependente da insustentável, ineficiente e poluente indústria do petróleo e dos seus derivados combustíveis, fertilizantes e pesticidas.

 

Conceptualmente centrada na regeneração da terra e na gestão ecológica e multi-funcional dos elementos vivos e materiais de um território, durante os anos 80, a permacultura passou abranger os sistemas que satisfazem outras necessidades humanas básicas numa dada bio-região: saúde, educação, finanças, economia, organização comunitária, jurisdição e política. Permacultura passou a significar um sistema de planeamento que visa uma "cultura-permanente", além de uma "agricultura-permanente".

 

A abordagem sistémica permeia todas as fases do processo de planeamento. Os métodos e valores centrais implicados são: observar extensa e perspicazmente; identificar padrões naturais e trabalhar com eles e não contra eles; ampliar as vias de retro-alimentação para constante ajustamento; integrar e relacionar os elementos que suprimem as necessidades uns dos outros; maximizar a re-utilização e a multi-funcionalidade de cada elemento; diversificar a origem de cada bem essencial; cooperar, actuar e pensar globalmente e localmente; valorizar processos marginais; não produzir desperdício; criar sistemas que tendem para a auto-regulação; obter o máximo rendimento com a mínima intervenção; assistir às necessidades urgentes e básicas das pessoas e das comunidades; transformar problemas em soluções; eco-literacia, entre outros.

 

O efeito em rede, iniciado pelas ligações entre permacultores nos anos 80, é amplificado para a escala planetária na era da Internet. Os desafios para a permacultura também são desta escala e não param de aumentar: perda de biodiversidade, desertificação, acesso à água e contaminação dos rios e lençóis freáticos, alterações climáticas e maior frequência de fenómenos meteorológicos extremos, aumento da toxicidade na cadeia alimentar, pico do petróleo, crescimento demográfico e do desemprego, injustiça ecológica e social.

 

João Gonçalves

Chão Sobral

19 Março 2015